quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amargo Pesadelo (The Revange)

Cena antológica do filme Amargo Pesadelo (The Revange)

O filme Amargo Pesadelo estava sendo rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor fez a locação de um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores contracenando com o proprietário do posto onde ele também morava com sua mulher e filho (este ara autista e nunca saía do terreno da casa).

Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que sendo músico sempre andava acompanhado do seu instrumento de cordas aproveitando o intervalo da gravação e já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto.

Como houve uma 'resposta musical" por parte do garoto, o diretor captou a importância da cena e mandou filmar.

O restante vocês verão no vídeo. Atentem para alguns detalhes:

- O garoto é verdadeiramente um autista;
- Ele não estava nos planos do filme;
- A alegria do pai curtindo o duelo dos banjos... dançando
- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- A reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.

Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto. Repare na sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.

A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).

Um comentário:

  1. Olá. Gostaria muito de ler um comentário da nossa fono gravidíssima Simone e da nossa psicóloga fofa Gi.
    É realmente fantástico. Levando em conta a sua observação, Sandro querido, penso na extrema importância do convívio social, do estímulo e da motivação entre as pessoas especialmente os DIFERENTES. A inteligência musical e, como saberíamos das outras inteligências que ele, o autista, muito provavelmente deva ter, é adormecida no fim do mundo atrofiando o talento, a habilidade e as competências do garoto.

    ResponderExcluir